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A taxa SELIC caiu. Como isso afeta os meus investimentos?

Grave isso: “a taxa de juros é o preço do dinheiro”. Isso mesmo. Esqueça a ideia de juros que nós temos quando pensamos em bancos, financiamentos, empréstimos. A taxa básica de juros, também conhecida como SELIC, foi reduzida pelo Banco Central em março de 2020 para 3,75%, um nível mínimo histórico para o Brasil. Ela afeta nossos investimentos porque todos os investimentos de renda fixa (títulos públicos, CDB, CDI, poupança) são baseados na taxa SELIC. Como a taxa SELIC representa o preço do dinheiro, significa que o dinheiro está mais barato. Mas como isso acontece?

Do mesmo jeito que o preço dos bens varia de acordo com a quantidade de pessoas interessadas nele (demanda) e a quantidade desse bem existente no mercado (oferta), o dinheiro é a mesma coisa. Na plataforma Conta-Mais você encontra diversas aulas falando sobre isso, taxa de juros, Banco Central e o modelo de oferta e demanda que nos ajuda a entender o movimento no preço de quase todas as coisas. Mas vamos ao que interessa: como a queda na taxa de juros afeta meus investimentos? A questão é que como o dinheiro ficou barato, o retorno fixo pago pelas instituições financeiras também vai ser menor, uma vez que a taxa de juros é o preço do dinheiro. Então para quem toma emprestado, está valendo a pena, já que as instituições financeiras dispõem de recursos mais baratos. Mas para quem empresta (investe), esses investimentos de renda fixa já começam a ficar desinteressantes.

Pense comigo, investir em um título público paga ao ano a taxa SELIC de 3,75%. Com a estimativa da inflação a 3,10%, resta uma taxa de juros real de apenas 0,65%. Os investimentos em CDI pagam mais ou menos essa mesma taxa. O investimentos em CDB pagam menos (já que 3,75% é o que os bancos recebem e eles precisam ficar com alguma diferença, o famoso spread bancário). A poupança, menos ainda. Assim, quais investimentos se tornam mais vantajosos? Sim, a renda variável.

Ativos de renda variável são aqueles ativos em que os retornos não são previsíveis. Isso quer dizer que se você comprar uma ação de uma empresa que perca valor, você vai ter um prejuízo. Mas também quer dizer que se sua ação valorizar, não existe esse limite de 0,65%, já que depende da empresa e da economia. No entanto, as empresas estão muito mais vulneráveis às crises econômicas e, portanto, em um ambiente de crise, é necessário ter muita cautela na hora de decidir onde investir. Isso porque as empresas são sempre afetadas diretamente pelas variáveis macroeconômicas como taxa de juros, inflação, desemprego etc. Mas isso é assunto para outra hora!

E enquanto eu preparo o próximo texto, aproveite para conhecer as minhas aulas aqui na Conta-Mais clicando neste link, sem “economês” e com muita informação.

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